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Afro-Brazilian Inclusion in the World Cup and Olympic Games

November 16, 2011

by Paulo Rogério

Please find the original text below, submitted in Portuguese.

In the next few years, Brazil will host two major world sporting events, the World Cup (2014) and the Olympic Games (2016).

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Beyond putting the country on the international stage and increasing the number of tourists and investors, the big question is what will be the real impact of these events in improving the living conditions of the majority of Brazilians. With this in mind, the Special Secretariat for Policies to Promote Racial Equality (SEPPIR), with support from the U.S. Consulate in Brazil, organized a series of events inviting representatives of social organizations and governments to look at how best to include Afro-Brazilians in the preparations for the games.

One of the concerns of SEPPIR, a ministry of the federal government, is the fact that the Afro-Brazilian population has historically not been a part of the process of economic inclusion—the result of more than 300 years of slavery and a lack of economic inclusion policies. Social movement activists point out that it is very likely that most Afro-Brazilians will not benefit from the opportunities of the games, even though Brazil is attracting significant public and private investments.

According to the ministry of labor, the difference between the average earnings of blacks and whites in Brazil is 46.4 percent. In addition, a publication by the National Association of Collective Afro-Brazilian Entrepreneurs titled "The Black Entrepreneur" reveals that only 3.8 percent of Afro-Brazilians are positioned to be entrepreneurs.

In meetings held in Salvador, Rio de Janeiro and São Paulo, experts discussed ways to increase racial equality. As part of this, former Atlanta Mayor Shirley Franklin gave a talk on "Promoting Entrepreneurship and Racial Inclusion: The Case of the Atlanta Olympics."

Like Salvador, São Paulo and Rio de Janeiro, Atlanta is a city with a large concentration of people of African descent. In the U.S. case, through changes in legislation, it was possible to ensure that African-Americans had access to service contracts during the Olympic Games in 1996; this generated good results and broad access to the economic benefits of hosting the games.

According to the ministry of tourism, the government of Brazil must invest at least 30 billion reais in public infrastructure for the games. It expects 500,000 tourists to come for the World Cup—about 10 percent of what Brazil generally receives in an entire year.

In an exclusive interview with Portal Mail Nago, the mayor of Atlanta said that the Olympic Games and World Cup are "a great opportunity for young people to be trained and to get better education and jobs." But the key is to have a plan with clear objectives.

Other ideas discussed as part of these recent seminars was the need to enhance and strengthen small businesses managed by the Afro-Brazilian community. For the governor of Bahia, one of the headquarters of the World Cup in 2014, the games present a unique opportunity: "as well as investments in infrastructure and public facilities, we have to take the Cup to work on other areas such as the promotion of equality, especially in a place like Bahia, which has the most people of African descent outside Africa "

The seminars about the Olympics is part of the Plan of Action for U.S.-Brazil Joint Promotion of Racial and Ethnic Equality (Japeri) and are integrated into the actions of the International Year of African Descent.

Starting today, the United Nations will be hosting in Salvador, the Ibero-American Meeting of the International Year of African Descent. President Rousseff, Secretary-General Ban Ki-moon and 15 other heads of state are expected announce joint decisions about racial equality in the region.

This meeting and the other efforts around it are important moments for Brazil to ensure that the World Cup and Olympic Games truly benefit all Brazilians.

 


Inclusão de população negra na Copa do Mundo e Jogos Olímpicos do Brasil

No próximo anos, o Brasil será palco dos dois principais eventos esportivos do mundo, a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos (2016).

Apesar de colocarem o país no cenário internacional, aumentando o número de turistas e investidores, a grande questão colocada é o verdadeiro impacto desses eventos na melhoria da condição de vida da maioria da população. Pensando nisso, a Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), com apoio do Consulado dos EUA no Brasil, organizou uma série de eventos convidando representante de organizações sociais e governos para pensar a inclusão de afrodescendentes na produção desses jogos.

Uma das preocupações da SEPPIR, ministério do Governo Federal, é o fato de que historicamente a população afro-brasileira tem ficado a parte do processo de inclusão econômica, fruto de mais de 300 anos de escravidão e falta de políticas de inclusão econômica. Ativistas do movimento social apontam que é grande a probabilidade de que negros percam mais essa oportunidade—mesmo em um contexto onde o Brasil vem ganhando espaço internacional e atraindo investimentos públicos e privados.

Segundo o Ministério do Trabalho, a diferença entre a remuneração média de negros e brancos no Brasil é de 46,4 por cento. A publicação “O Empresário Negro” da Associação Nacional dos Coletivos de Empreendedores Afro-Brasileiros, revela que apenas 3,8 por cento de afro-brasileiros conseguem atuar como empresários.

Nos encontros realizados em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, especialistas discutiram formas de aumentar a equidade racial nesse contexto. Para isso, convidaram a ex-prefeita de Atlanta, Shirley Franklin, que ministrou a palestra “Promovendo o Empreendedorismo e a Inclusão Racial: O caso das Olimpíadas de Atlanta”.

Assim como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, Atlanta é uma cidade com grande concentração de descendentes de africanos. No caso americano, por meio de alteração na legislação, foi possível garantir que esse segmento tivessem acesso a contratos de serviço durante os jogos olímpicos em 1996, gerando bons resultados. Segundo o Ministério do Turismo, o Governo do Brasil deve investir pelo menos 30 bilhões em infra-estrutura pública e espera receber na Copa do Mundo 500 000 turistas—10 por cento do total que o país recebe em um ano inteiro.

Em entrevista exclusiva ao Portal Correio Nagô, a prefeita de Atlanta afirmou que os Jogos Olímpicos e Copa do Mundo são “uma grande oportunidade para jovens serem treinados, melhorarem níveis de educação e obterem empregos”, mas altertou que é, entretanto, necessário ter um plano com objetivos claros.

Nos seminários foram discutidas também idéias para valorizar e potencializar os pequenos negócios gerenciados pela comunidade negra, como restaurantes, pequenas lojas e grupos culturais. Para o Governador da Bahia, uma das sedes da Copa do Mundo em 2014, “além de investimentos em infraestrutura e em equipamentos públicos, temos que aproveitar a Copa para trabalhar em outras áreas que precisamos caminhar mais, como a de promoção da igualdade, principalmente numa terra como a Bahia, que possui mais negros fora da África”.

Os seminarários sobre os Jogos Olímpicos são parte do Plano de Ação Conjunto Brasil-EUA Para Promoção da Igualdade Étnica e Racial (JAPER) e estão integradas as ações do Ano Internacional dos Afrodescendentes. A partir de hoje, a Organização das Nações Unidas (ONU) promoverá em Salvador, o Encontro Iberoamericano do Ano Internacional dos Afrodescendentes, em que a presidenta Dilma Rousseff e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, além de outros 15 chefes de Estado, irão anunciar decisões conjuntas sobre a equidade racial na região.

Now is the moment to ensure that the Afro-Brazilian population has access to the economic benefits of these international events.

Tags: Brazil, Olympic Games, World Cup, Inclusion

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