AQ's Christopher Sabatini and Ryan Berger Analyze the Impact of Sunday's Elections in Venezuela

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October 6, 2012

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On the eve of Venezuela's highly-contested presidential elections, Christopher Sabatini, Editor-in-Chief of Americas Quarterly and Senior Director of Policy at Americas Society/Council of the Americas, and Ryan Berger, Associate Editor of Americas Quarterly and Policy Associate at Americas Society/Council of the Americas, discuss in an article published on October 6 in O Estado de São Paulo how the results of Sunday's elections will impact Venezuela's relations with other countries.

Uma derrota de bolivariano deve mudar a região

Christopher Sabatini and Ryan Berger

O resultado das eleições na Venezuela não determinará apenas a trajetória do país nos próximos seis anos. Terá também grandes implicações para a América Latina. No domingo, o "Socialismo do século 21" do presidente Hugo Chávez enfrentará a visão do opositor Henrique Capriles, inspirada no modelo do Brasil, que tem como objetivo uma economia com base no mercado e uma forte política de bem-estar social. Enquanto Capriles promete abrandar a ingerência do Estado na economia Chávez prometeu dobrar seu projeto econômico, afirmando que lançará o "segundo ciclo socialista, de 2013 a 2019, com muito mais força".

Chávez tem muito dinheiro para distribuir: a Venezuela localiza-se sobre as maiores reservas de petróleo do mundo, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O recurso representa 95% das exportações do país. Não só a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) contribuiu com US$ 61,4 bilhões para programas de desenvolvimento social interno, entre 2004 e 2010, como Chávez trata a companhia como um banco particular para executar seus objetivos em política externa.

Ele vende petróleo a preços mais baixos para a aliança PetroCaribe de 18 nações do Caribe e América Central, que ajudou a fundar em 2005. Diariamente, fornece cem mil barris de petróleo somente a Cuba. Em 2011, Chávez fez um acordo com a China de troca de petróleo por empréstimos, que aumentou consideravelmente a dívida da Venezuela com a República Popular. Em dezembro de 2011, esse número chegou a US$ 28 bilhões.

Tudo isto se deu às custas de uma frágil situação interna em que predominam a pobreza, a escassez de alimentos e a criminalidade.Capriles disse em seu discurso de encerramento que Chávez "deu a outros países recursos que pertencem a vocês e acendeu luzes no exterior enquanto aqui estamos às escuras", um sinal de que pretende encerrar o envolvimento da Venezuela na PetroCaribe.

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