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Saber como lidar com a China é uma questão política fundamental para todos os governos latino-americanos. Alguns presidentes procuraram redefinir os laços bilaterais, enquanto outros optaram por continuar políticas pró-China já estabelecidas. A AQ analisa como nove governos estão gerenciando o relacionamento com o gigante asiático.
por Emilie Sweigart

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BRASIL
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro
MANDATO INICIADO EM 2019

O QUE BOLSONARO DISSE

"Isso pode colocar o Brasil nas mãos da China."
Outubro de 2018, sobre uma potencial venda da estatal Eletrobras
"Nosso grande parceiro econômico é a China. Em segundo lugar, os Estados Unidos."
Março de 2019

O QUE O GOVERNO BOLSONARO FEZ

Bolsonaro ocupou as manchetes com suas fortes declarações anti-China durante a campanha. A polêmica viagem que fez a Taiwan, quando ainda era candidato, em fevereiro de 2018, provocou uma reprimenda da embaixada chinesa no Brasil, que descreveu a visita como uma “afronta à soberania chinesa”. No entanto, desde que assumiu o cargo, Bolsonaro moderou sua retórica, provavelmente num reconhecimento dos laços econômicos produtivos entre os dois países. A China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, e o comércio bilateral chegou a 75 bilhões de dólares em 2017. O Brasil é um membro em potencial do AIIB e, nos últimos anos, vários bancos chineses se estabeleceram no país. As empresas chinesas têm se envolvido especialmente com os setores de energia, mineração, infraestrutura e agronegócio brasileiros. Bolsonaro requer apoio da bancada rural no Congresso, cujos membros são pecuaristas e produtores de soja que dependem do comércio com a China. Parece que as declarações provocadoras de Bolsonaro não causaram danos duradouros — e planos para manter um diálogo mais próximo entre o governo brasileiro e a China já estão em andamento. Negociações comerciais de alto nível, que não são realizadas desde 2015, devem ser retomadas ainda este ano, e o Brasil sediará a Cúpula dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em novembro, da qual Xi participará. Bolsonaro também anunciou que visitará a China durante o segundo semestre de 2019.

INVESTIMENTOS OU FINANCIAMENTOS CHINESES RECENTES

US$ 5 bilhões Contrato de financiamento da dívida entre o Banco de Desenvolvimento da China e a Petrobras
US$ 5 bilhões Empréstimo para produção de petróleo pelo Banco de Desenvolvimento da China
US$ 4,1 bilhões Participação majoritária na Companhia Paulista de Força e Luz
US$ 3,7 bilhões Contrato de 30 anos para operar duas usinas hidrelétricas
US$ 2,2 bilhões Linha de transmissão da hidrelétrica de Belo Monte até o Rio de Janeiro
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argentina
Mauricio Macri
Mauricio Macri
MANDATO INICIADO EM 2015

O QUE MACRI DIZ

"A China está disposta a revisar acordos os quais, na nossa visão, contêm erros e a expandir as relações, em vez de limitá-las."
Abril de 2016
"Somos países complementares. Estamos nos aproximando cada vez mais."
Dezembro de 2018

O QUE O GOVERNO MACRI FEZ

Macri iniciou o relacionamento de forma trepidante, tentando cancelar a construção de duas hidrelétricas apoiadas pelos chineses pouco depois de tomar posse. Ele argumentou que os projetos eram prejudiciais ao meio ambiente e foram assinados em um processo não transparente durante o governo de sua antecessora, Cristina Fernández de Kirchner. No entanto, Macri reverteu essa decisão em 2017— e vem adotando um tom mais construtivo em relação à China nos últimos anos. Após a Cúpula do G20 de 2018, em Buenos Aires, Macri assinou mais de 30 acordos agrícolas e de investimentos com Xi Jinping, por um valor total de mais de cinco bilhões de dólares, incluindo um projeto de um bilhão de dólares para modernizar mil quilômetros da ferrovia que liga Rosario a Mendoza. A Argentina é um membro em potencial do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, pelas siglas em inglês), liderado pela China. Enquanto isso, o comércio bilateral em geral quase quadruplicou desde 2001, principalmente devido às exportações de soja — a China tem sido o maior importador de soja argentina desde 2000.

INVESTIMENTOS OU FINANCIAMENTOS CHINESES RECENTES

US$ 18,7 bilhões Em 2018, o Banco Central Argentino expandiu o programa de swap de moeda com a China em 8,6 bilhões de dólares, elevando o total para 18,7 bilhões de dólares
US$ 5,7 bilhões Duas barragens hidrelétricas em Santa Cruz, Patagônia
US $ 2,1 bilhões Expansão da rede ferroviária de Belgrano
US$ 331 milhões O Exim Bank e a Argentina cofinanciaram os parques de energia solar de Cauchari
US$ 50 milhões Estação de controle de missões espaciais e satélites em Neuquén
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bolivia
Evo Morales
Evo Morales
MANDATO INICIADO EM 2006

O QUE MORALES DISSE

"A China e a Bolívia são aliados geopolíticos para a liberação e desenvolvimento da América Latina."
Outubro de 2016
"O apoio e a assistência da China para o desenvolvimento econômico e social da Bolívia nunca são acompanhados de condições políticas."
Junho de 2018

O QUE O GOVERNO MORALES FEZ

Em meio a um relacionamento difícil com Washington, Morales passou a contar com a China de forma entusiástica para investimentos em projetos de infraestrutura, mineração, energia e transporte — e colheu frutos consideráveis. A Bolívia é um membro da Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI, pelas siglas em inglês), bem como um membro em potencial do banco de fomento AIIB. Morales fez uma visita oficial à China em junho de 2018 e assinou um acordo de parceria estratégica com Xi, abrindo a China para produtos agrícolas bolivianos e para financiar rodovias e um sistema de segurança nacional. A China já é a principal fonte de importações da Bolívia, com 21%. O gigante asiático é também o maior credor bilateral da Bolívia. Em junho de 2018, a dívida da Bolívia com a China alcançava 786 milhões de dólares, em comparação com 38,6 milhões de dólares em 2006. A Bolívia estendeu a parceria para a indústria aeroespacial — em 2013, o Banco de Desenvolvimento da China financiou 85% do satélite de comunicações Túpac Katari de um milhão de dólares. No entanto, em dezembro de 2018, uma empresa alemã superou os rivais chineses e fechou um acordo de mineração de lítio, frustrando os planos da China de dominar o mercado sul-americano do mineral.

INVESTIMENTOS OU FINANCIAMENTOS CHINESES RECENTES

US $ 10 bilhões Em 2015, a China concedeu uma linha de crédito de 7 bilhões de dólares à Bolívia, elevando-a a 10 bilhões de dólares em 2016
US$ 2,3 bilhões 49% de participação em uma empresa de mineração de lítio
US$ 1 bilhão Usina hidrelétrica Rosita
US$ 600 milhões Rodovia conectando Rurrenabaque a Riberalta
US$ 422 milhões Usina e projeto de mineração de minério de ferro El Mutún
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chile
Sebastián Piñera
Sebastián Piñera
MANDATO INICIADO EM 2018

O QUE PIÑERA DISSE

"A China é o principal parceiro comercial do Chile e vamos fortalecer esse relacionamento."
Dezembro de 2017
"O relacionamento com a China está se expandindo para além das questões comerciais, para investimentos e cooperação em ciência e tecnologia, questões ambientais e outras frentes."
Março de 2018

O QUE O GOVERNO PIÑERA FEZ

Piñera deu continuação à política de abertura de sua antecessora, Michelle Bachelet, em relação à China, o maior parceiro comercial do Chile. Em 2005, o Chile tornou-se o primeiro país da América Latina a assinar um acordo de livre comércio (TLC) com a China. O Chile entrou para a BRI em 2018 e é também um potencial membro do AIIB. O Banco da Construção da China e o Banco da China estão autorizados a operar no Chile. Em 2018, o Chile foi o maior exportador de frutas frescas para a China, com um total de 1.68 bilhões de dólares em exportações, e o Chile sediará a Cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em novembro de 2019. Piñera foi o único chefe de estado latino-americano que assistiu ao segundo Fórum do Cinturão e Rota em Pequim em abril, onde ele firmou vários acordos bilaterais com Xi. A compra de uma participação na gigante de mineração chilena Sociedad Química y Minera (SQM) feita pela empresa de lítio chinesa Tianqi, por 4 bilhões de dólares, foi a maior transação de 2018 na Bolsa de Valores de Santiago. O acordo foi aprovado apesar da oposição do acionista majoritário da SQM, Julio Ponce, e da agência de desenvolvimento econômico do Chile, CORFO, que argumentavam que a venda daria muito controle sobre o fornecimento de lítio do país (o Chile tem quase 50% do lítio do mundo). Como parte do acordo, a Tianqi está proibida de colocar seus funcionários na diretoria da SQM e deve relatar quaisquer transações de lítio com a SQM para os reguladores chilenos.

Este artigo foi atualizado em maio de 2019 para incluir novas informações

INVESTIMENTOS OU FINANCIAMENTOS CHINESES RECENTES

US$ 4 bilhões Tianqi Lithium Corporation comprou uma participação de 24% na SQM da empresa canadense Nutrien
US$ 1,3 bilhão Participação de 27% na companhia de electricidade Transelec
US$ 173 milhões Represa da usina hidrelétrica de Las Palmas
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equador
Lenín Moreno
Lenín Moreno
MANDATO INICIADO EM 2017

O QUE MORENO DISSE

"Os laços com a República da China sempre foram de amizade, fraternidade e cordialidade recíproca."
Maio de 2018
"Vou explicar que precisamos de um impulso no nosso desenvolvimento e que, infelizmente, os compromissos que assumimos anteriormente não são as melhores opções para o progresso do país."
Dezembro de 2018, antes de sua visita de estado à China

O QUE O GOVERNO MORENO FEZ

Moreno tentou desfazer vários aspectos da política de aproximação com a China de seu antecessor, Rafael Correa, sem se distanciar totalmente de Pequim. Correa assinou vários acordos de compra de petróleo por empréstimo com a China e prometeu enviar 90% do petróleo cru exportável do Equador para a China até 2024, mas Moreno questionou esses acordos. Em fevereiro de 2018, promotores equatorianos interrogaram Correa sobre se as exportações de petróleo prejudicaram os interesses nacionais. Moreno ordenou novas investigações em janeiro de 2019 sobre projetos de infraestrutura relacionados ao petróleo totalizando 4,9 bilhões de dólares durante o governo de Correa. O Equador deve à China 6,5 bilhões de dólares e, em 2017, Moreno tentou renegociar com a China os termos de vendas e empréstimos de petróleo. No entanto, Moreno buscou mais investimentos e financiamento chineses em infraestrutura. Durante uma visita à China em dezembro de 2018, ele obteve um empréstimo de 900 milhões de dólares e ingressou na BRI. O Equador também é um membro em potencial do AIIB.

INVESTIMENTOS OU FINANCIAMENTOS CHINESES RECENTES

US$ 3,5 bilhões Duas linhas de crédito de bancos chineses
US$ 2 bilhões Mina de cobre Mirador
US$ 1,7 bilhão Represa hidrelétrica Coca Codo Sinclair
US$ 571 milhões Usina hidrelétrica de Sopladora
US$ 312 milhões Usina hidrelétrica Minas-San Francisco
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peru
Martín Vizcarra
Martín Vizcarra
MANDATO INICIADO EM 2018

O QUE VIZCARRA DISSE

"A China tem uma série de interesses de investimento no Peru e abraçamos esses investimentos."
Outubro de 2018
"A amizade e os laços comerciais entre o Peru e a China se fortaleceram nos últimos anos."
Janeiro de 2019

O QUE O GOVERNO VIZCARRA FEZ

O Peru tornou-se um dos principais destinatários do investimento e comércio chineses, e Vizcarra tem ampliado essa relação desde que assumiu o cargo após a renúncia de seu antecessor. Os dois países têm um acordo de livre comércio desde 2009, e o Peru é um membro da APEC e um potencial membro do AIIB. As empresas chinesas de mineração têm atuado no Peru na última década, especialmente na extração de cobre e minério de ferro. Recentemente, a relação econômica bilateral se diversificou para além da mineração, com um aumento do comércio de produtos agrícolas e um aumento dos investimentos em infraestrutura. O embaixador da China no Peru anunciou em junho de 2018 que a China planeja investir 10 bilhões de dólares nos próximos três anos em vários setores do Peru, incluindo energia e minas, telecomunicações, construção e financiamento. Em agosto de 2018, o Ministro das Relações Exteriores de Vizcarra, Néstor Popolizio, e o Ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, comprometeram-se a melhorar o Acordo de Livre Comércio Peru-China para facilitar a entrada de produtos agrícolas peruanos na China. O Peru aderiu à BRI durante o segundo Fórum do Cinturão e Rota em abril.

Este artigo foi atualizado em maio de 2019 para incluir novas informações

INVESTIMENTOS OU FINANCIAMENTOS CHINESES RECENTES

US$ 7 bilhões Minas de cobre Las Bambas
US$ 2,5 bilhões Expansão da mina de minério de ferro Pampa de Pongo
US$ 1,5 bilhão Expansão da mina de minério de ferro de Marcona
US$ 1,4 bilhão Terceira maior hidrelétrica do Peru, Chaglla
US$ 1,3 bilhão Expansão da mina de cobre Toromocho
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venezuela
Nicolás Maduro
Nicolás Maduro
MANDATO INICIADO EM 2013

O QUE MADURO DISSE

"Graças à sólida relação Venezuela-China, hoje a Venezuela está de pé. Estamos lutando e estamos em melhores condições do que nunca."
Janeiro de 2015
"Nós viemos aqui com o mesmo espírito de profunda comunhão com a China, com o papel relevante que a República Popular da China está desempenhando na construção de um novo mundo."
Setembro de 2018

O QUE O GOVERNO MADURO FEZ

Os acordos chineses de empréstimo por petróleo se tornaram uma tábua de salvação para o governo de Maduro durante seu colapso econômico, mesmo com o ritmo do financiamento chinês caindo drasticamente em comparação com a época de Hugo Chávez. A Venezuela recebeu um recorde de 21,4 bilhões de dólares da China em 2010, em comparação com um empréstimo de cinco bilhões de dólares em 2018 para impulsionar a produção de petróleo. A Venezuela exportou 24% menos petróleo para a China em 2018 que em 2017. Além do petróleo, as empresas chinesas têm estado fortemente envolvidas na mineração e tecnologia venezuelanas. A Huawei tem sido uma investidora ativa na Venezuela, assim como a empresa de telecomunicações ZTE, que introduziu o “cartão pátria”, um cartão de identidade inteligente lançado em 2018 que está ligado aos serviços sociais e monitora a atividade eleitoral e a localização de 18 milhões de venezuelanos. A China ainda reconhece Maduro como presidente da Venezuela e mantém uma política de não-intervenção, mas preocupações pragmáticas impulsionam a tomada de decisões da China sobre a Venezuela, e não laços políticos e ideológicos forjados durante a era Chávez. A Venezuela deve à China 19 bilhões de dólares e a China procura proteger seus investimentos.

INVESTIMENTOS OU FINANCIAMENTOS CHINESES RECENTES

US$ 5 bilhões Renovação do empréstimo Tranche B do Fundo Conjunto China-Venezuela para investimento em energia
US$ 4 bilhões Renovação do empréstimo Tranche A do Fundo Conjunto China-Venezuela para investimento em infraestrutura
US$ 2,2 bilhões Empréstimo do China Development Bank para o setor petrolífero
US$ 400 milhões Joint venture entre estatal venezuelana, empresas chinesas e uma empresa colombiana para restaurar operações portuárias e de mineração
US$ 180 milhões Desenvolvimento da indústria de níquel venezuelana
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MÉXICO
Andrés Manuel López Obrador
Andrés Manuel López Obrador
MANDATO INICIADO EM 2018

O QUE O MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES MARCELO EBRARD DISSE

"Andrés Manuel López Obrador busca um novo capítulo no relacionamento bilateral do México com a China."
Novembro de 2018
"A China é um dos países-chave na estratégia de diversificação econômica do presidente eleito Andrés Manuel López Obrador."
Novembro de 2018

O QUE O GOVERNO LÓPEZ OBRADOR FEZ

O ministro das Relações Exteriores Ebrard disse que AMLO quer um relacionamento mais profundo com a China, mas o presidente ainda não articulou uma política clara para a China. Embora o México seja um membro da APEC, a China tem estado muito menos envolvida no comércio com o México do que com outros países da América Latina nos últimos anos. Ao contrário de muitos de seus vizinhos do sul, o principal parceiro comercial do México são os EUA, não a China. O investimento direto chinês no México tem um passado problemático. Em 2015, dois projetos de infraestrutura chineses de alto perfil fracassaram e a construção de uma usina hidrelétrica com apoio chinês está à beira do cancelamento. No entanto, as empresas chinesas manifestaram interesse em construir o Trem Maia, a rede ferroviária de oito bilhões de dólares de AMLO que ligará as principais atrações turísticas da península de Yucatán.

INVESTIMENTOS OU FINANCIAMENTOS CHINESES RECENTES

US$ 475 milhões A estatal chinesa CNOOC ganhou duas seções de campos de petróleo em águas profundas no Golfo do México
US$ 386 milhões Usina hidrelétrica Chicoasén II, em Chiapas
US$ 230 milhões Uma joint venture entre a Giant Motors, de Carlos Slim, e a chinesa JAC Motors para fabricar carros para exportação e consumo interno
US$ 180 milhões Fundo China-México investiu na rede de banda larga Altán Redes
US$ 140 milhões Fundo China-México investiu na empresa mexicana de petróleo Citla Energy
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panamá
Juan Carlos Varela
Juan Carlos Varela
MANDATO INICIADO EM 2014

O QUE VARELA DISSE

"Estou convencido de que este é o caminho certo para o nosso país."
Junho de 2017, em sua decisão de reconhecer a China
"Nossos laços foram fortalecidos por mais investimentos e maior presença de empresas chinesas em nosso país."
Novembro de 2018

O QUE O GOVERNO VARELA FEZ

Varela anunciou em junho de 2017 que o Panamá mudou seu reconhecimento de Taiwan para a República Popular da China. Desde então, ele aprofundou rapidamente os laços com a China — o Panamá foi o primeiro país da América Latina a aderir à BRI. A China também reconheceu a importância estratégica do Panamá como centro logístico. O país é o segundo maior usuário do Canal do Panamá e o principal exportador para a Zona de Livre Comércio de Colón. Após sua visita à China em novembro de 2017, Varela garantiu o status de país preferencial para o Panamá, o que reduz as tarifas cobradas de navios panamenhos nos portos chineses. Durante a visita de Xi ao Panamá em dezembro de 2018, ele e Varela assinaram 19 acordos (de valor não revelado) que incluíam ajuda para projetos no Panamá. O Panamá e a China pretendem fortalecer suas relações comerciais e estão negociando um acordo de livre comércio, o qual Varela pretende finalizar antes de seu mandato terminar em 1º de julho.

INVESTIMENTOS OU FINANCIAMENTOS CHINESES RECENTES

US$ 1,4 bilhão A quarta ponte sobre o Canal do Panamá
US$ 1 bilhão Porto de contêineres de Panamá Colón, próximo à entrada pelo Mar do Caribe para o Canal do Panamá
US$ 900 milhões Instalações da geradora de eletricidade Martano
US$ 193 milhões Centro de convenções próximo à entrada do Pacífico no Canal do Panamá
US$ 165 milhões Porto de cruzeiros na península de Amador, próximo à entrada do Pacífico do Canal do Panamá
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